The Aravidu Dynasty of Vijayanagara, Vol. I v1.c35.s34: Memorial Against the Jesuits of Vijayanagara, and Specially Against Those of Chandragiri
The Aravidu Dynasty of Vijayanagara, Vol. I v1.c35.s34
- Language
- English
Memorial Against the Jesuits of Vijayanagara, and Specially Against Those of Chandragiri
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Que em Chandegri Corte D'Elrey de Bisnaga reside hum religioso da Compª e dous em Velur, que he outro lugar onde este Rey custuma estar mª. pte. do tempo, que nestas duas ptes. nao hà conuersão, nem Christãos, mais que tres ou quatro moços, que seruem a estes religiosos, e que o fim principal que tem nqlas. duas terras hè adquirir rendas pera sy como ya tem em Meliapor mais de cinco mil pardaos cada anno sendo os religiosos que aly residem tres sacerdotes, e dous yrmãos; que seruem mais estes religiosos na Corte daquella Rey de atauessarem tudo quanto ha atè as pelles pera as botas, e canas de palanquins, que atè nestas meudezas poem estanque. Que seruem em lugar de pregação euangelica de andar falando a Vontade dos Bramenes, e Jogues, que sam os Sacerdotes, e penitentes entre aquelles gentios. E de por seu meo adquirirem o que pretendem, porque todos os religiosos da compª. que andão por aqla. costa, aprendem a lengoa não pera pregarẽ a ley Euangelica (que o não fazem) se não pera este meo, com mais segredo se comunicarem com aquelles gentios, e adquirirem rendas para sy, e não pera pregarẽ a fè, E conuerterem almas porque o não fazem e se S Magestade tem outra informação he eriada, que tem chegado a tanto dasaforo da ley Christam, que em Velur, onde ficaua, El Rey de Bisnaga, tem hum Irmão Italiano que se chama Fuente buena, o qual hè pintor de profissam e se ocupa em pintar ao Rey gentio suas molheres nuas abraçadas com elle em tanques de agoa, e em actos deshonestos, pintalle mais os seus idolos fazendo retratos desta calidade somente por enganarẽ ao Rey, elhe ganharẽ a vontade com estas pinturas pera que lhes dé rendas como faz sem respᵗᵒ. algum a Christandade, e a saluação das almas, mais que a seus interesses particulares, Què isto he o q̃ fazem na Corte, e terras d'El Rey de Bisnaga, nas qˡᵉˢ. residem ha onze annos, e que atè o prezente nam tem conuertido a fé huã alma, nẽ pregarão a ley Euangelica em suas terras, mas adquirirão mᵗᵃ. renda pera sy, a fora o que inter-essão em seus tratos, e mercancias.
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Que em Meliapor tem feito poucos xpaos os que hã se conuertem por meo da comunicação, e familiaridade do seruiço dos Portugueses, e que não hé necessario pregarlhes pera que se conuertão, porque com facilidade o fazem, e os mais dos que ally há conuertidos por pregação os conuerte-rão os Frades de S. Francisco que ha mᵗᵒˢ. annos residem naquella cidade.
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Hua das igreias de xpaos da terra, que nos arrebaldes da dita cidade está encomendada aos Religiosos da Compᵃ. hé a da Madre de Deos na qual com auer Bispo, e Pastor, e elles seus Vigairos não querem q̃ Esteia debayxo de iurisdição do dito Bispo mais que pera pagar ordenados, e por ella de tudo e no mais, querẽ que os xpãos seyao izentos do dito Bispo e do seu Vigairo geral, e que não visite, mas que chrisme. E assy há de dar conta a Deos destas ouelhas, e os religiosos ao de seruerse delas e trosqueallas, e pera isto não ha de ser Prelado, de sorte que por não se entenderẽ seus intentos que todos uão ordenados a interesse não querem que ninguem entenda com causa, que estè ye a sua conta. E esta foi a causa principal de o Bispo de Cochim os lançar fora de Costa de Pescaria.
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Em mᵗᵃˢ partes desta Costa auião xpãos que estauão a conta destes religiosos desimpararão os mais delles por os senhores da terra lhe não darem mᵗᵃ. renda e os não deyxarem foi o de Tauanapatão, e outro o de porto nouo, que sam os que de nouo pedem os Hollandeses ao Naique de Giga E com isto ham dado estes Religiosos grandes occasioes de escan-dalos, e de hauerem deyxado a fe catholica muytos rezem baptizados por lhe faltarem os mynistros da conuersão, e que lhes dissẽ o pasto spiital das almas neste estado se achou aquelle B'pado. E foi necessario ao Bispo Valerse dos seus Clerigos, e com elles prouer logo os postos que os Religiosos da Compᵃ. desempararão.
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Estes Religiosos tratam somente de seu interesse fugindo as occasioes de trabalhos, e Martyrio, fundãose em adquirir tudo quanto podem, e então enganão a S. Magᵈᵉ. escreuendo que tem conuersão na Corte d' El Rey de Bisnaga e Narsinga, e fazem que sua Mag.de he escreua cartas de agradecim.to por dar boa colheita a estes Religiosos em suas terras, e fauorecelhos no ministerio da conuersão, e então tresladão a carta de S. Mag.de em suas ollas, e lingoa da terra como querem acrecentando lhe e diminuindo o que faz a seu proposito e dão a El Rey a olla em sua lingoa e a carta de S. Mag.de e a dos Visoreys ficalhes no escritorio, e assy metem ao Rey na cabeça mil torres de Vento; e da mesma maneyra escreuen a S. Mag.de o que conuem a seu proposito e firmão a carta com a chapa do Rey porque por hum real que dem ao seu criado que tem a chapa, e firma d' El Rey lha deyxara abrir trinta uezes quanto mais assynar cartas em tudo o que se diz se fala a uerdade a S. Mag.de porque hé obrigação de o desenganar, e a seus minystros, das mentiras, e embusda yndia pedindo se lhe com toda a ynstancia mande acodir a estes religiosos com reformação muy estreita, e mande que se recolhão as cidades, e lugares pouoados de Portugueses, porque affrontão com seu modo de negoçear o nome xpão.
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Do que passa na Costa da Pescaria se podera saber por Via do Bispo de Cochin, q anda conquistando estes Religiosos ha dous annos, e o que fazem na China polla do Bispo de Macão e o mais se diz dos outros. O Bispo de Meliapor sofre q.to pode porque não aya dar entender a estes xpos rezem baptisados, e a os infiéis, que há diuisão na ig.a de Deos por estes Religiosos buscão com suas conservatorias occasioes cada dia de noua schysma e tem posto todo aquelle estado até a China em grande balanço.
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Deue S. Mag.e supplicar ao st.o P. mande reuogar todos os Breues, e Bullas, que as Religioes mendicantes, e os da Comp.a tem pera tomarem Conseruadores, e que elles e suas causas fiquem sogeitas aos ordinarios nos termos do d.to com.mum, porque se assy se não fizer se há de perder a Christandade da yndia, e hão de crecer muy depressa mais schysmas, que em Hollanda, e em Inglaterra S. Mag.de. porque he deue mandar acodir a reformar estes Religiosos, e prouer neste seu modo de proceder se não ser lhe ha necessario m.to cedo mandar a yndia cabedal pera conquistar os Religiosos da Camp.a e não se sabe se bastara porq tem mais d.ro que S. Mag.de e nele estribão.
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Tambem se lembra a S. Mag.de que conuem m.to a seu seruiço e tanto como não auer olandeses na yndia mandar que de Cochim até Maluco em toda a Costa, e terra firme não aya Religiosos da Comp.a estrangeiros e os que ouuér
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seyam Portugueses, Castelhanos, e Gallegos, e nenhua outra nação pque não conuẽ ao serviço de Deos, e de S. Magde. auer esta gente por aquellas ptes. e terras, se hè seruido que se não p(erez)ca aqia. Christandade e o estado da yndia.
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Dos mais Religiosos não hà queixa de que se auize a S. Magde. mais q de serem todos mto. pobres e que fazem o que deuẽ somte. se descuidão em aprender a lingoa da terra, porẽ se ouuer de ser pa. se aproueitarein della como os da Compa. milhor será que a não saibão.
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Antonio Viles decima.
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കേരള സാഹിത്യ അക്കാദമി