The Aravidu Dynasty of Vijayanagara, Vol. I v1.c35: Appendix C. Documents from the Private Archives of the Society of Jesus
The Aravidu Dynasty of Vijayanagara, Vol. I v1.c35
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- English
Contents
- v1.c35.s1 I. An Extract of a Letter of Fr. Francesco Ricio to Fr. Claudio Aquaviva (Chandragiri, October 20th, 1601) — 6 parts
- v1.c35.s2 III. An Extract of a Letter of Fr. Manoel de Veiga, Provincial of Malabar, to Fr. Joao Alvarez (Cochin, December 10th, 1601) — 2 parts
- v1.c35.s3 IV. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Goa, 1601 (Goa, December 21st, 1601) — 2 parts
- v1.c35.s4 V. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Goa, 1602 (Goa, December 21st, 1602) — 16 parts
- v1.c35.s5 VI. An Extract of the 'Litterae Annuae' of Eastern India, 1601 (1602) — 2 parts
- v1.c35.s6 VII. A Letter of Fr. Francesco Ricio to Fr. Claudio Aquaviva (Chandragiri, September 10th, 1603) — 3 parts
- v1.c35.s7 VIII. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Malabar, 1602 (1603) — 2 parts
- v1.c35.s8 IX. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Ctaudio Aquaviva (Cochin, January 15th, 1602) — 4 parts
- v1.c35.s9 X. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Joao Alvarez (Cochin, January 18th, 1604) — 3 parts
- v1.c35.s10 XI. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Cladio Aquaviva (Cochin, January 12th, 1605) — 3 parts
- v1.c35.s11 XII. An Extract of a Letter of Fr. Manoel Roiz to Fr. Joao Alvares (St. Thome, November 1st, 1606) — 4 parts
- v1.c35.s12 XIII. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (St. Thome, November 4th 1066) — 5 parts
- v1.c35.s13 XIV. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (St. Thome, November 4th, 1606) — 3 parts
- v1.c35.s14 XV. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (Vellore, November 5th, 1607) — 4 parts
- v1.c35.s15 XVI. A Letter of Bro. Bartolomeo Fontebona to Fr. Claudio Aquaviva (Vellore, November 7th 1607) — 5 parts
- v1.c35.s16 XVII. A Letter of Fr. Antonio Rubino to Fr. Claudio Aquaviva (Chandragiri, November 8th, 1607) — 5 parts
- v1.c35.s17 XVIII. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr, Joao Alvarez — 5 parts
- v1.c35.s18 XIX. A Letter of Bro. Bartolomeo Fontebona to Fr. Joao Alvares — 5 parts
- v1.c35.s19 XX. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquavivia — 13 parts
- v1.c35.s20 XXII — 15 parts
- v1.c35.s21 XXIII. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (Vellore, October 11th, 1608) — 10 parts
- v1.c35.s22 XXIV. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laercio to Fr. Joao Alvarez — 5 parts
- v1.c35.s23 XXV. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laercio to Fr. Claudio Aquaviva — 5 parts
- v1.c35.s24 XXVI. 'Litterae Annuae' of the Province of Malabar, 1606-1607 (1608) — 8 parts
- v1.c35.s25 XXVII. A Letter of Fr. Antonio Rubino to Fr. Claudio Aquaviva (Vellore, September 30th, 1609) — 5 parts
- v1.c35.s26 XXVIII. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquaviva (Cochin, November 20th, 1609) — 21 parts
- v1.c35.s27 XXIX. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquaviva (Cochin, December 16th, 1610) — 2 parts
- v1.c35.s28 XXX. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Malabar, 1609 (1610) — 2 parts
- v1.c35.s29 XXXI. Some Extracts of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquaviva — 8 parts
- v1.c35.s30 XXXII. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquaviva — 3 parts
- v1.c35.s31 XXXIII. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquaviva — 3 parts
- v1.c35.s32 XXXIV. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Claudio Aquaviva — 6 parts
- v1.c35.s33 XXXVI. An Extract of a Letter of Fr. Antonio Rubino to Fr. Joao Alvares — 7 parts
- v1.c35.s34 Memorial Against the Jesuits of Vijayanagara, and Specially Against Those of Chandragiri — 12 parts
Appendix C. Documents from the Private Archives of the Society of Jesus
I. An Extract of a Letter of Fr. Francesco Ricio to Fr. Claudio Aquaviva (Chandragiri, October 20th, 1601)
v1.c35.s1.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. FRANCESCO RICIO TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s1.3
Nesta terra de São Thome ha duas manᵗᵃˢ de lingoas, da terra hua como da pescaria ꝗ eu tinha prendido, a outra dos badaguas; p isso comensei a prender a lingoa dos badaguas, e p ter semelhança hua co outra facilmᵗᵉ entrei nella, e luogo fez hua arte da mesma lingoa tudo isso parece ꝗ foi providencia de dispor ꝗ veo a São Thome o p. Visitador Nicolas Pimenta pᵃ. visitar os p.ᵉˢ encomendou mᵗᵒ ꝗ se buscasse modo de ter entrada nesta corte de bisnaga pᵃ. poder nestes reynos manifestar a ley de Christo Nosso Snor, & sendo reitor o p. Simão de Saa p meu de hu criado sobro del Rey ꝗ se chama oburaja entramos nesta corte p. q. hoburaja es. creveos duas ollas aos pᵉˢ ꝗ (fossẽ) co elle ꝗ lhe faria m.ᵗᵃˢ honras E assi ho p. Simão de Saa e eu por seu companheiro viemos a esta cidade de Chandrigirim a (ter) co elle o qual nos fes mᵗᵃˢ honras e nos levou a el rey o qual tãbẽ nos fes ho mesmo e nos deu lisença ꝗ nos podessemos fazer igregia e cazas nesta sua cidade despois d'isto fomos a São Thome e escrevemos a Goa ao p. Visitador o ꝗ passamos co el Rey, o qual mandou logo o p. Manoel da Veigua ordenando que fosse eu em sua cop.ᵃ e viessemos neste Chandrigrim a fazer igregia E assi vimmos praterço oburajo o qual depois de nos ter feito mu.ᵗᵃ honra nos apresentou a el Rey o qual folguo co nossa vinda o burajo p. vontade del rej nos deu hu logar m.ᵗᵒ bo e grande p.ᵃ fazer Igregia pequena e cazas e sereamonos ao Redor, na Igregia possemos duas images hua do Salvador outra do nossa snora na qual Igregia vẽ continuam.ᵗᵉ muito concurso de gentilidade fazendo m.ᵗᵒ reverencia deitando se p terra diantes das images, pedindolhe merces teporaes e muitos delles vierão a dar graças p os favores ꝗ alcançarão demos os misterios de nossa fee convencedcoos ꝗ vão errados e p. q. as cousas ꝗ elle crẽ são mentiros manifestos e pecados nenhu delles sabe ꝗ hão de responder se não ficar confusos e honrar as cousas de nossa ley taobẽ ao mesmo rey p meio das das images ꝗ lhe mostramos co as quais elle muito folguo declaramos m.ᵗᵃˢ vezes as cousas da nossa ley o qual paser de mᵗᵒ endimiento taobẽ faz o mesmo, mas co tudo isso nẽ elle nẽ nenhum destes gentes tẽ agora se baptizou tira(n)do lhu menino, esperemos em Ds ꝗ hos luminara no entendimento e darà força na vontade p. deixar os seus erros e abrasar a verdade q lhe temos declarada pª ayudar esta gente taobẽ eu trabalhei e tirei hua doutrina crista e mᵗᵒˢ misterios da vida de Christo na mesma lingoa delles o q (servira) muito quando o nosso snor lhes abrira os olhos agora temos grandes esperanças de suas conversoes, pq. el rey que(r) ter mᵗᵃ amizade co os portugueses o qual manda seus embaxadores ao Visorej co dous pᵉʳ nossos s. o p Simão de Saa e o pᵉ Belchior Cout.º mandando dous aneis q custarão sinco mil paguodes e levão recado q quer ser irmão em armas do Rej de Portugal. Nesta residencia de Chandrigrim estamos tres companheiros, s. o p. belchior Coutinho q he de mᵗᵃ vertude & de grande ingenho e vaj mᵗᵒ p diante na lingoa badagua, outro o Irmao Alexander frey de nação Ingrez po ser pintor e muito aceito al rey, o terceiro sou eu minimo de todos isso he o que me oferece escrever a V. P. de mi desta gente E p. q. el rej e esta gente são mᵗᵒ afeiçoados as images Roguo a V. P. nos faça caridade de mandar pª esta Igregia hua imagem do Salvador tranfigurado q olha p todoas as partes q he seu orago co as figuras q estiverao na tranfiguração e sj V. R. nos ouuver de fazer esta caridade seja de la manho de hu home e rogo V. P. que mande em seu nome algua pintura boa e fermosa a el rej a qual daremos em nome de V. P. peco taobẽ a V. P. que mande pª mim o liuro das images do P. Nadal asi pª minha consolação espiritual como tãobẽ pª mostrar a esta gente a qual folgua muito de ver images resta somente deitarme aos pees de V. P. a sua sª benção como taobẽ fazẽ os dous companheiros de Chandrigrim 20 de outubro de 1601.
v1.c35.s1.4
FRANCISCO RICIO.
v1.c35.s1.5
II
v1.c35.s1.6
AN EXTRACT OF THE ‘LITTERAE ANNUAE’ OF THE PROVINCE OF GOA, 1600
v1.c35.s1.7
Na missão de Bisnagà residem 3. P. e hu Irmao........... El Rey he ppicio aos P. e lhes faz merces e mᵗᵒ mais fizera, e de mais dura se dos seus fora obedecido. Dos Embaixadores do Gram Mogor o mᵗᵒ cazo que seu Rey fazia sos nossos Pᵉʳ o q aiudou não pouco pª autorizar naquella Corte nossas couzas.
III. An Extract of a Letter of Fr. Manoel de Veiga, Provincial of Malabar, to Fr. Joao Alvarez (Cochin, December 10th, 1601)
v1.c35.s2.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. MANOEL DE VEIGA, PROVINCIAL OF MALABAR, TO Fr. JOAO ALVAREZ
v1.c35.s2.3
S. Thome tera 500 cruzados de renda, a maior parte lhe deu o rei gentio da terra, e tem alguas casas q lhe rendem.
IV. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Goa, 1601 (Goa, December 21st, 1601)
v1.c35.s3.1
AN EXTRACT OF THE 'LITTERAE ANNUAE' OF THE PROVINCE OF GOA, 1601
v1.c35.s3.3
At Cioromandelis oram, ã Negapatano, vsq ad Bisnagoram, obiuit P. Emmanuel Veiga qui iam Residentiam inchoauit Chandegrini quae urbs nunc Bisnagorani regni sedes est. Goae ad XII Calend. Januarij...1602 V. P. filius in Dno NICOLAUS PIMENTA.
V. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Goa, 1602 (Goa, December 21st, 1602)
v1.c35.s4.1
AN EXTRACT OF THE 'LITTERAE ANNUAE' OF THE PROVINCE OF GOA, 1602
v1.c35.s4.3
Bisnagoranam Missionem magnopere promouerunt P Emmanuel de Veiga, Melchior Coutinius, Franciscus Ricius, et Frater Alexander natione Anglus. Regem habent ualde beneuolum, id quod ex litteris, quas ad me scripsit, V. Pat. cognoscet, has, ut ex lingua Canarana traducte sunt, hic ascribam.
v1.c35.s4.4
Rex Regum, Dominus magnus, Eques Equitum, Vencatipati; post Deum Rex, Patri Visitatori, qui Goae est, Nicolao Pimentae hanc epistolam mittit.—istis litteris, quas V. R. ad me scripsit, colloquente mecum P. Emmanuele de Veiga Superiore patrum qui in his partibus commorantur, vehementer laetatus sum ac facultem dedi Ecclesiam, et domum extruendi in urbe mea Chandegrino. Pagum etiam que uocant Elamur prope ab oppido S. Thomae contuli in Patrum expensas, atq tum istos, tum etiam alios qui eis successerint, honoribus amplissimis et praemiis decorabo. Concessi praeterea amplam facultatem legem Dei praedicandi vt uolens quisq̃ Christianus fiat, neq̃ propterea de honore pristino quicquam detrahatur. Meus in lusitanos amor antiquus jam satis Goae innotuit. De honore quem Patribus detuli ipsi scribent. Annulum et alia quaedam munera Proregi mittere decreui, quae Condoqor Interpreti meo perferenda tradam. Id V. P. Proregi significabit, vt antiqua inter nos renouetur amicitia. Quid erit praeterea noui, id referet P. Emmanuel de Veiga, mihi quod scribam aliud nihil occurrit. Huc usq̃ Rex. Reliqua intelliget V. R. ex litteris P. Melchioris Coutinii, datis ad 16 Calend. Augusti anno 1600, in quibus scribit quae sequuntur—
v1.c35.s4.5
Postquam P. Emmanuel de Veiga ad oppidum Sancti Thomae profectus uisitationem accepit tres tantum in praesentia hic sumus. P: franciscus Ricius et ego linguae addiscendae operam damus. Doctrinam Christianam quae propter Neophytos Salsetanos composita fuit, nos hic et alia nonnulla in linguam Badeganam uertimus. frater Alexander tabelam a se pictam regi monstrauit, ubi inerat pictura haec Saluatorem recens natum, quo pacto tre Magi iacentem in praesepio adorarunt. Aliam tabellam obtulit ubi inerat B. Virginis effigies puerum in ulnis tenentis hanc Rex uene-rabundus in palatio loco celebri collocauit. Aliam frater pingere incepit de descensu Christi ad inferos, quam inchoatam Regi ostendit, is serio exoptat dum perficiatur, monstratis autem nonnullis imaginibus impressis, Rex hanc et illam de tribus Magis pingi uoluit. Faxit Deus ut harum rerum cum aspectus, tum doctrina, ei ueri notitiam aperiat aliquando. Cum fratre familiariter agit, ac forte cum pingenti adesset se dicentem audiret pigmenta deesse, quibus colorem picturis induceret, illico cubiculum ingrediens ipse sua manu, ei centu aureos protulit, quibus, quae opus essent coemerit...
v1.c35.s4.6
His erroribus Brachmanes multa adiiciunt nefariae superstitionis plena, maxime ea quae de Perimale passim feruntur. non ita multo ante Tripitini, quae ciuitas ab hac urbe per tria millia passum distat anniuersarii nuptiarum Perimalis dies festi agebantur. huc tanta perigrinorum turba confluxit, ut delita donaria ducentis aureorum millibus censeretur. Crines tonsi, eorum qui hos pacto Se omnium peccatorum ueniam consequi arbitrantur, multu afferunt emolumenti iis, qui continentis elephantes funes faciunt, quos aiunt his capillis factos esse fortissimos. illuc Rex cum Reginis et ciuitᵉ uniuersa se contulit uno relicto Dalattaio at palatii et urbis custodiam. Omnis illa solemnitas in hoc uno consistit. Simulacru ingenti curru sublime uehitur. Currum decem hominu millia trahunt, ipse Rege cum primis adnitente. Caeptu est opus primo noctis crepusculo: media nocte pluuia Regem abegit, reliquis in labore perseuerantibus, donec uehiculum, ad mille et quingentos passus abductum, ad lucum unde fuerat delatum, restitueretur.
v1.c35.s4.7
In nouilunio, quod proxime praecessit, festum quddam fuit vaccarum. Perimalem quippe de uacca ortum perhibent,. Videre erat in urbe, et in regia omnia uaccis plena, quas passim obuias habebamus, ut mirum uideret, in homines rationis compotes, tam turpes errores cadere potuisse; liceat certé aliquid dare educationi, et consuetudini, unu illud ualde ineptum atq absurdum, Regi non licere quemquam mane alloqui, nisi prius duorum Brachmanu uultu conspexerit. Quod si Deus illum et reliquos incolas sua luce illustrauerit haud dubic eos, in bonos Christianos euasuros crediderim. ac eadem constantia diuinis praeceptis obtemperaturos, qua nunc Daemones et inania simulacra uenerantur. Viseret me Regis, magistris falsis, ita per omnia more gerentis, ut stata ieiunia, quae bis recurrunt in mense, tam accurate obseruet, ut ne unu quide praetermittat.
v1.c35.s4.8
Singulari beneuolentia, et amore nos complectitur. Ac nuper natis inter Lusitanos et Dalauaium discordiis in ciuitate S. Thomae, cui Dalauaius praeest quaecumq ab eo postulauim*, libenter concessit. Itaq opera et industria P. Emmanuelis de Veiga et P. Rectoris S. Thomae conciliata inter omnes pax, et discordiae sublatae. Quin et Dalauaius suam domu petentes benigné, et humaniter nos accepit, comiter introduxit, et donationem annum trecē torum aureorum a suo Antecessore factam, ratam, ac firmam habuit. Aedes possidet Dalauaius, quae pulchritudine, et hortorum cultu, et ornatu fontium, et aquarum scatentiu artificiis, alias huius urbis facile superant. Rex per hos dies haec loca pertransiens, quaesiuit a suis, ubi esset nostra domus. Nos audito Regem uenisse, pro portis uenerabundi obuiam incessimus. qui Regem comitabantur acclamabant Paroco parangolu, id est uideat uestra celsitudo Patres Lusitanos, ille de nobis festinum et affabilem exhibuit. Deus Optimus Max. eius animum ac populi uniuersi, ad ueri Dei cultum ā uitae prauitate conuertat.
v1.c35.s4.9
Ad eum Rex Mogolorum Achebar legatum cum quatuor equis et aliis muneribus misit, quae cum sui Regis nomine obtulisset, is rursus omnia legato donauit; et alia insuper munera cum pecuniis, quas item dari iussit in expensas. Aedes nondum habet qua propter is qui, qui id muneris habet, ut legatos suscipiat, et in regis conspectu sistat, nos rogauit ut domi nostrae non amplius biduo hominẽ admitteremus. Locum dedimus idoneum, in quo mense iam comoratur, homo est prudens, et experiens. Ex eo cognouimus, quid agerent Patres nostri, qui apud Achebarem sunt. In colloquio quod cum Rege habebat honorificé multa de nobis praedicauit nostrosq apud dominum suum praecipuo in honore, ac pretio haberi affirmauit. Respondit Rex se eodem prorsus animo erga nos affici, quin et Ecclesiam, aedes, et alia omnia daturu. Regi dicunt eo consilio munera Achebaris legato donasee, eumq non ante uigessimum diem ad colloquium admisisisse, quod a ducibus monebatur, ne Achebari fideret. Si enim tres illos Reges Mahometanos, Abdeneganu, siue Meliquuum, Dialcanu, et Mussalepatanu sub iugum mitterit, dicebant facile fore ut Regnum Bisnaganum in potestate redigat. Ad haec Regem dixisse aiut regnum in manu Dei est, me (inquit) si uolet priuare imperio, quis eum prohibebit? Ego uero Mahometani pedes no osculabor. Si uenerit certum est praelio decertare. Alii alias causas afferunt.
v1.c35.s4.10
Coeterum ille delectum habet fortissimorum ducum, per causam Cangiuarani recuperandi, quae ciuitas cum omni ditione adiacente Astapanaico Tangiorano Dynastae parebat, is nuper satis concessit, corpus demortui in rogo ex sandali ligno extructo, una trecentae et septuagintae uxores uiuae concrematae sunt. Huius filius natu minor, maiorem, quem pater antea custodiae tradiderat, interfecit. Ac iam constat Regem nihil de hac expeditione cogitare. Neq uero de alia, ad quam, eum proceres magnopere hortabantur Gingiam urbem vt capiat. Christapanaicus enim, is qui V. R. illuc iter habentẽ tam humaniter accepit, ueneno infectus insanit, quamquã sunt patuisse iam dolos, atq Dynastam vt fucum faceret quatuor regni sui magnatibus, quos postea occidit, se mente captum finxisse. Hanc urbem suasererunt Regi, ut armis impeteret, ille quamquã jure fortasse posse, tamen ut est leni et miti ingenio, respondit, efferatae crudelitatis esse. stipendiarium suum insania laborantem armis insectare. Quare probabiliore coniectura ducor, vt credam, hunc ducum et proceru conuentum eo tendere, ut de Achebare repellendo, deq urbibus praesidio occupandis consulint. Equidem non incredibile existimauerim haec omnia Dei nutu ad optabiliorem finem contigisse, ut nimirum hac occasione Sanctae fidei notitia ad plures perueniat, atq non solum in hac urbe, uerum etiam ubiq gentium catholicae ueritatis praeconibus locus pateat, quoniam uti antea ad V. R. scripsi Tornogoda Olalae Praefectus de integro nos inuitat. Et Trimarragius Regis Bisnagorani fratris filius, natu maximus, hujus regni haeres, multis precibus ā nobis contendit vt ad se ueniamus. Scit enim V. R. cum huius Principis pater ē uita excederet, ad hunc, qui nunc regnant, defuncti fratrem, omnium ordinu consensu imperium esse delatum, praeteritis demortui filiis, qui tunc temporis, per aetatem non poterant regni gubernacula adire. Et quanquam Rex fratris filium natu minorē quem in palatio educat, maiore studio prosequitur, uulgo tamen affirmant maiorē natu regnaturum, qui plures et potentiores Dynastas fautores habeat. hic in ciuitate sua Cirangapatano commoratur, qui abhinc quadraginta, aut quinquaginta leucas, ac tantudē a nostro Mangalore distat, inde ad nos litteras misit, quaru hoc est exemplum.
v1.c35.s4.11
Trimanus, Mahamanda Lispara, Ramarragius Trimarragius, Dominus magnus Princeps, hanc epistolam ad Patres mittit. Vehementer gaudebo ubi uos ad hanc meam ciuitatem uenire intelligam. Venientibus aream dabo, aedibus, et Ecclesiae in hac urbe condendis accomodatam, insuper quingentos tagodios aureos in annuos redditus. Singulari etiam honore et monificentia uos complectar. Ita iuro per Dominum Zanganatam, et per pedes patris mei Ramaragii. Coatera ex legato meo cognoscetis, statim uenite et nolite moram trahere.
v1.c35.s4.12
Domuncula nostra aream habet latam, ac uento salubri peruiam, ad Ecclesiam et aedes construendas accomodatam, et turbis popularibus minime obnoxiam,
v1.c35.s4.13
Interea loci Ecclesiam paruam extruximus satis pro tempore accomodatam, quoad amplioris aedificandae facultas suppetat. Haec P. Melchior Coutinius.
v1.c35.s4.14
Jucundior etiam uniuersis, et maiore laetitia et applausu referta Bisnagensis Regis legatio fuit, cui causa dedit nostrorum Patrum ad Chandegrinum profectio, et in urbe regia domicilium erectum. Ea sane legatio, quam uel Regis uicini potentia, uel ipsa uicinitas, uel antiqua cum lusitanis amicitia, uel (quod caput est) facultas recens data euangelii promulgandi egregie commendabat, multis nominibus uniuersae ciuitati grata fuit. Scripserat ei Prorex, et per literas de suo in Indiam appulsu certiorem faciens, gratias agerat quod nostrae Societatis homines tam singulari humanitē fuisset complexus. Qua de cause Rex honorificam legationem decreuit, ac duos legatos uiros primarios ad Proregem misit, quibus duos é nostris Patribus Simonem Sā et Melchiorem Coutinium comites adiungi uoluit, reliquis duobus secum in Ecclesia Chiandegrinensi retentis. Possem multa scribere de huius legationis principio, progressu et fine, ac de precibus assiduis, quibus Princeps, per cuius terras iter habebant, uehementer contendebat ut e duobus Patribus alter in reditu cum ipso maneret. Verum hoc consulto praetero, ut unu illud, quod singularem omnibus nobis laetitiam, et admirationẽ attulit, attingam. Legati enim, et ipsi ethnici, tanti nostras Ecclesias, tanti Christianorum sacra aestimarunt, ut eorum altaribus uenerabundi procumberẽt, ingenue fatentes ueru Deum a Christianis coli; haec opinio de nostris rebus, et omnium fere est, et quotidie crescit. Nec minori fuit admirationi Christianorum pietas, tum in supplicationibus, quas ad Templum S. Pauli sextis feriis quadragesimalibus quotannis fieri animaduertebant, tum uel maxime in illa frequenti baptizandorum pompa, cum catechumenos pro ualuis ejusdem nostri templi stantes, ac solemni supplicatione ad sacrum fontem deductos cernerent. Haec enim omnia ut commode uiderunt, data est opera ut iuxta nostrum Collegium oportuno loco diuersarentur. Illi igitur ad patriam reuersi, mira quaedam de Christianis institutis, ac moribus coram Rege ac populo praedicant; atq hoc pacto paulatim nominis Christiani bonus odor, eorum sensus peruadit, et de ueri Dei cultu melius in dies sentiunt. Vtinam maneat haec opinio et existimatio, et eam, quam de falsis superstitionibus mente comprehenderunt, penitus comuellat, et labefactet.
v1.c35.s4.15
Goae ad xii Caled. Januarii, hos ect ut in superiore epistola, die sacro S. Thomae Apostolo, Indiae Patrono. anno a partu Virginis 1602.
v1.c35.s4.16
V. P. filius in Dno. NICOLAUS PIMENTA.
v1.c35.s4.17
VI
VI. An Extract of the 'Litterae Annuae' of Eastern India, 1601 (1602)
v1.c35.s5.1
(1602.)
v1.c35.s5.2
El Rey de Bisnaga uay mostrando cada dia os fauores, amisade e beneuolencia q tem aos nossos fasendolhe muitas honrras. E como quer q a renda q pera sua sustentacam os annos passados opontou has aldeas não teue efeito, por se atrauesar no negocio o Regidor Mayor, e algums dos grandes da quella Cort q nellas pertendiam seus intereces, nos quebrou El Rey mil pagodes de renda cada anno nas parias q hum dos Naiques seus sogeitos lhe paga, atte q se offereça algua boa ocasiam de terras escusas em q a comedia dos nossos sem encontro as possa permanecer : pera de colorar esta renda deu suas olas com as quaes indo hum nosso a Canger uaram ter com o Polle por cuja mam esta paga ha de correfoy delle recebido com muitas honrras, e mostras de amor, e como se fora hu dos Principes Europenses, amigos de Compª. Sabendo q uinha o Pᵉ lhe mandaua cada dia ao caminho hua ola de comprimentos, q seruiam como elle disia de Bombardadas hua apos outra pera festeiar o Pᵉ pormeteo q em tudo as compreria, e q no Janeiro seguinte, faria logo a primeira Candaia q he o qˢ quartel da paga, como na realidade fes q montou quinhentos pardaos.
VII. A Letter of Fr. Francesco Ricio to Fr. Claudio Aquaviva (Chandragiri, September 10th, 1603)
v1.c35.s6.1
A LETTER OF Fr. FRANCESCO RICIO TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s6.3
Anno 1602 quatuor litteras plenas charitatis and amoris in Christo a Paternitate tua accepi; quibus non solum uehementer gauisus sum, sed etiam in hac amplissima missione omnes uitae meae annos consumere et finire (nisi aliud mihi impositum fuerit) constitui. Est enim missio haec tam ampla ut uix litteris explicari possit; sunt enim in hoc Regno tot regiones, et insignes ciuitates, ut si Deus (ut speramus) eos ad fidem uocauerit innumeri operari ad excolendam uineam necesse fuerint. Dixi spem esse Magnam, quia Rex hujus Regni, eo nos prosequitur amore ut singulis annis mille auereorum numorum dare jusserit Cum loquimur cum illo, et ostendit erga nos signa grandis amoris et libenter nostram doctrinam audit, presertim cum loquimur de Jesv, saluatore, et de Beata Virgine. Auditaque aliis singnificans, approbat. Sic etiam cum plures hujus Regni, et sanguine et doctrina preclari, cum audiut res nostras gaudio replentur, et approbant unam esse legem anum Deum, ut nos omnibus explicamus, et licet in omni doctrina, quam docemus magnam accipiant laetitiam, presertim cum decem praecepta legis diuinae explicamus, est tam magna laetitia eorum, ut uix litteris explicari possit: cognoscut n. legem hanc esse diuinam, ac optimam, et suam plenã erroribus, ac de causa saepissime ueniunt ad nos, et ad nostram Ecclesiam, et audiunt letanter praecepta diuina et omnia quae ad animarum salutem pertinent, maxima pietate, ac deuotione; ueniut ad Ecclesiam nostram non solum ii qui morantr. in hac Regia Ciuitate, sed etiam ex multis partibus hujus Regni, et prostratis in terra maxima animi summissione suis in necessitatibus a Deo auxilia poscut, deusque optimus maximus
v1.c35.s6.4
eorum fidem intuẽs saepe miracula faciens iis auxiliari dignatus est. Miracula et alia cum in litteris annuis scribantur ad paternitatem tuam breuitatis causa scribere omitto. Cum haec uinea sit amplissima et maximi fructus nostri laboris sperentur, ad hanc uineam excolendam proprios operarios, ut mittat Paternitatem tuam uehemẽter rogamus, et quia sunt plures linguae ad discendae operari debent esse magni ingenii et adolescentes quia aliter consequi minime possunt est enim quaedam lingua in qua doctrina eorum est scripta et legis fundamenta; et fere singulis diebus Rex et ejus magistri seu Philosophi intense disputant de Deo, Philosophia et et mathematica et alii astantes fere nihil intelligunt, quia licet siatur lingua hujus Regni est alia lingua tanquam mater Indiae linguarum quae uocatr sanscratam ubi sunt quinque libri in quibus tractatur de eorum diis et de historiis et fabulis in quibus modis aparuerunt, ut aiunt dii hominibus. Sut atiam quatuor leges, et sex scientiae, et hunc librum at linguam paucissimi sciunt, Ego licet didiceri Duas linguas s. Badaguẽsem, et Tamulẽsem, quia sexaginta annos natus, hanc consequi minime possum hac de causa cum uidemus Regem disputare de Deo, Philosophia et Mathematica nihil possumus loqui, quia nihil intelligimus, sed si Paternitas tua inter alios operarios quos huc erut missurii Antonium Rubinum fratrem nostrum qui Goa moratur huc nenire juserit, quia iste, ut dicut, est magni ingenii et ualde Doctus, in mathematica, magna erit spes, ut Rex et alii cognoscant, suos errores, et conuertantur, et ne ab aliis qui Goa morãtr., operari huc uenientes, impediãtr., ad ViceProuincialem si eos misserit, erit maxime expediens, sic etiam, ut solbantur multae difficultates haec V. Prouincia si Prouincia fuerit constituta, erit (ut mihi uidetur) maxime expediens: dico hoc quia VProuincialem uideo esse magni amimi ad missiones faciendas Prouincialem uero tam difficile ad dondos operarios ut ex sexaginta operariis quos Pater Albertus adduxit sex tantum illi sunt dati, et ejus VProuincia est tam ampla ut uix litteris possit Est (haec) missio walde magna operarii uero pauci Et sut multi qui petut Patres et quia caremus istis dari non possut, ut mittat ergo rogamus Paternitatem tuam non solum ad ViceProuinciam multos Patres sed etiam ad hanc V. Prouinciam destinatos et jubeat ne ab aliis ne huc ueniãt impediãtr. Haec sunt quae hoc anno mihi uisa sut Paternitati tuae scribenda de lingua uero in litteris annuis scribentur uale iterum uale meque indignum seruum Paternitatis tuae flexum Paterna tua benedictione benedicat, uehementer rogo datum anno 1603. die decimo septembris.
VIII. An Extract of the 'Litterae Annuae' of the Province of Malabar, 1602 (1603)
v1.c35.s7.2
(1603.)
v1.c35.s7.3
Emtre os Proueitos q desta missão se seguirão não foi pequeno afeiçoar tanto hu Rei tão poderozo aos Portuguezes que p renouar a amizade q seus ante passados antiguamte fizerão, mas ja estaua quazi de todo esqueçida, mandase ao Vizo Rei seus embaixadores com os nosos ps com hua mui onrroza Embaixada como ja cuido q a anno passado se escreueo. despedidos os Embaixadores de goa com fauores, e honrras do Vizo Rei forão p terra a Chandegri, aonde diante do Rei, e mais snors de sua corta apregoarão as grandezas das nosas couzas, e os fauores q do Vizo Rei e p em goa tinhão Recebido, o qaal seu Rei mto estimou, e mostrouse da hi p diante mto afeiçoados a nosas couzas, Em Resposta desta Embaixada lhe mandou outra ao Vizo Rey, O embaixador foi Recebido do Bisnaga com mtas omrras e aparato p q chegando a chandegri o saio receber hu dos principaes do comselho real com Ellefantes, camellos, cauallos, ataballes, e mais sinaes de allegria e festa, e apozentou nos melhores passos, e cazas daqla Sidade. Estaua neste tempo o Rei em Trepetti duas legoas de chandegri he esta Sidade de Tripetti mui grd e formoza e como outra Roma pa esta gentilidade p cauza de hu pagode mui venerado q nella esta dedicado ao seu Pirmal q parece responder a Satanas, aqui comcorre de todo este oriente gente Innumerauel q vem com grandes deuacoes e ofertas a vizitar este Pagode. nesta cidade quis o Rey Receber o noso Embaixador mandandoo busquar com mto aparato, e magestade p lo seu Intimo priuado, e estaua o Rei no Enterior de hu pateo granissimo, não co Ricos vestidos, d q os não costumão: mas cheio de pedra-ria manilhas, e Ramaes de perorolas do pe ate a caveza, em q emtrauao duas Joias de notauel fermuzura, hua esmeralda sirquada de grandes perollas, e finos diamantes, outra hu Rubi, de mto presso, e notauel grandeza, chegou o Embaixador por o Joelho no chao, o Rei o fes alleuantar e asentar Recebeo a carta e o presente do Vizo Rei com mostras de mta allegria, e tratou da amizade e comunicação q com os Portuguezes desejaua ter, e outras couzas pertemçentes ao bẽ do Estado, e depois depedio o Embaixador cheo de onrras, e merçes, e aos ps mostrou mto melhor agazalhado e affeiçao qro o Snor p estes meios dispor aqla segua gentillidade pa Receber o lumè da fee.
IX. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Ctaudio Aquaviva (Cochin, January 15th, 1602)
v1.c35.s8.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. ALBERTO LAERZIO TO Fr. CTAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s8.3
Quanto as Residencias de Bengala, e Pegu mandarey tambẽ Visitar p algu Pré como V. P. ordena ; Posto que eu este anno passado tinha determinado de as Visitar em pessoa, e chegar atte Malaca, mas porque depois vierão novas, q por aquelle mar auia muitas naos de Olandezes, e Ingrezes, nossos imigos, e tinhão tomadas alguas Naos dos nossos Portuguezes da India, e não parecia estaua este ano a passajẽ segura, fuy forçado deixar a Visita, e de são Thome depois de Visitar a Residencia de Bisnagá, tornar a este Collegio, como fiz no mes de Nouebro passado, auendo ja seis mezes, que partira delle, que tanto tempo he necesº pera Visitar as Costas de Trauancor, da Pescaria, Manàr, Negapatão, o Collegio de sao Thome, e a Residencia de Bisnagá, em Chandegry, a qual de sao Thome não dista mais que dous dias, e meo de caminho p terra, e mtº siguro.
v1.c35.s8.4
de. Cochim. 15. de Jan. de 1604.
v1.c35.s8.5
+ ALBERTO LAERTIO.
X. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Joao Alvarez (Cochin, January 18th, 1604)
v1.c35.s9.1
AN EX TRACT OF A LETTER OF Fr. ALBERTO LAERZIO TO Fr. JOAO ALVAREZ
v1.c35.s9.3
A Residencia de Chandegry no Reino de Bisnaga he empresa de grade importancia, promete de si muito, e se pode esperar grande conversão; não esta o negº em mais que em começar algum sor de aquelles a se bautizar que logo o seguirão os outros. São aquelles senhores muy grandes e ricos, hus tem quinhentos mil cruzados de renda, outros seis centos mil, outros quatro centos mil, e destes a muitos, e todos são muito amigos dos Pres., muito corteses, affaveis e de muito bom entendimento; e muitos delles nos pedem que fazem igreias e casas em suas cidades, offrecendo a renda pera sustentação dos Pres, mas ategora não aceitamos, nem se fez ainda conversão porque não ouue ate gora Pres que se applicassem de proposito, a aprender suas lingoas, que são duas, hua a comua que se falla e vulgar, a outra como latim em q estão escritas as seitas e fabulas dos seus deoses, e sem haver quẽ saiba estas lingoas pouco se pode esperar, poi não he Ds de fazar milagros, mas o pª francisco Ricio aprende a vulgar was a velho e não se atreve aprender a segunda, o Pe Belchior Coutinho tinha començado aprender a primeira lingoa...Tambem importa o Irmão Bertholameu Pintor pera esta Viceprovincia ia o anno passado o escrevey a V. R.
v1.c35.s9.4
Cochim 18 de Janeiro de 1604 + ALBERTO LAERZIO.
XI. An Extract of a Letter of Fr. Alberto Laerzio to Fr. Cladio Aquaviva (Cochin, January 12th, 1605)
v1.c35.s10.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. ALBERTO LAERZIO TO Fr. CLADIO AQUAVIVA
v1.c35.s10.3
Tenho este anno Visitado outra uez toda esta V. Prouincia até sao Thome com mª consolação minha, pollo bom procedimento, e augmento que achey nos nossos todos e nas Christandades que temos a nossa conta, seja o Sor muito louuado, e se o Pe Manoel da Veiga Prouincial de Goa, não fora tão contrario a esta V. Prouincia, por se ter feita esta separação contra o seu parecer, e traça, e querer tudo péra a sua Prouincia de Goa e nos acudira com alguas ajudas, mais de sogeites, aptos assy pera estes nossos estudos, como pera estas impresas, particularmente pª às de Bisnagá que hé de muy grande importancia, e esperanças; Não duuido que estivera esta V. Prouia em tudo muito mais adiante, e o negoçeo da Conuersão com muito mais augmento. A necessidª que temos do Irmão Bertolameu Pintor pera estas xptandades hè muy grande, mas o Pe Prouãl o não largara de Goa, se V. P. lhe não mandar espressamente nolo dé; sem hauer lugar a replica, nem a epiqueja, e afora que eu em Roma pedy a V. P. este Irmão so pera se occupar nestas Christandades, parece que se deue contentar a Prouincia de Goa com hauer ja dous anos que lá está.
v1.c35.s10.4
Cochym. 12. de Janrº. de 1605. + ALBERTO LAERZIO.
XII. An Extract of a Letter of Fr. Manoel Roiz to Fr. Joao Alvares (St. Thome, November 1st, 1606)
v1.c35.s11.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. MANOEL ROIZ TO Fr. JOAO ALVARES.
v1.c35.s11.3
Quando vim para esta terra, q̃ foi aos 3 de Setembro de 1606. a achei de brigas emtre os Portugueses, q̃ ha dous, ou 3. annos q̃ durão; tambem ha poucos mezes q̃ brigarão os mesmos Portugueses, q aqui morão com os gemtios q estão fora da nossa cidade, porq matando elles ha a hum Portugues aqui cazado, os Portugueses tomando disso grande paxão sayrão fora da cidade, e derão na pouoação dos gentios, q estaua perto, Roubando tudo, e tambem em hua forataleza do Rey gentio, q he o Rey de Bisnaga, a qual esta iunto da nossa cidade, e lhe poserão a fogo, com q o Rey, q esta daqui a 18. ou 20. legoas, ficou mᵗᵒ sentido, e se mostrou arrufado ainda com os nossos padres, sen lhe querer mais falar ate agora : mas esperamos q o tempo cure tudo, e q façamos boms concertos com o Rey, com q fiquemos em paz. quanto as missoes deste Reino de Bisnagà, digo q coforme a infor. mação, q tenho tomado dos padres q la andarão ate agora, q são os padres Belchior Coutinho e Simão de Saa, ha mᵗᵒ pou. cas esperanças de conversão, por estarem estes negros muito obstinados naquelle diabolico fundamᵗᵒ q ia ha escreui a V. R. porq aindaq Reconhecem a nossa lei por boa, dizem q tambẽ a sua he boa, e q nella se podem saluar e q nella querem Viuer, pois he conforme aos seus costumes, e de seus ante. passados exct, em Chandregri ha 6 christaos, q os padres ali fizerão, gente pobrissᵃ de q os mesmos padres se seruião ; agora ao presente estão limitados pera continuarẽ com estas missoes os p. Belchior Coutinho, e Antᵒ. Rubino, e o irmão Bertolameu fontebona, q he pintor, porẽ todos estão ainda neste Collegio, e vierão de là os dous pˢ. por accasião do pᵉ. Prouiucial Alberto Laercio, q uisitou este Collegio neste mez de Setembro, mas não foi visitar as missoes, ne el Rey de Bisnagá, por estar o mesmo Rey exasperado pollo q aseima disse ; e nem os padres irão atee se não fezerem os concertos, posto q tambem ha outro impedimᵗᵒ. a hirão, q he não auer que gastar, porq el Rey de Bisnagá ha 3. annos q não lhes paga a ordinaria, q costumaua darlhe os annos passados, e tem ja os padres das missoes mᵗᵃˢ. diuidas . . . . .
v1.c35.s11.4
Deste Collegio da pouoação de S. Thome oie primᵒ. de Nouembro de 1606.
v1.c35.s11.5
Seruo em X. + MANOEL ROIZ.
XIII. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (St. Thome, November 4th 1066)
v1.c35.s12.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. BELCHIOR COUTINHO TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s12.3
O p. Antᵒ. Rubino q esteue huns dias en Velur e veo pᵃ qua doente. O Ir. Bertolameu fonte buone q esta aqui pintando e esperando coniunção pª q̃ se o Rei tornar a comunicação q̃ dantes co nosco tinha va tambem la assistir pois p este fim nosso p nos concedeo o p. Ant rubino e o Ir. Bertolameo marauillosos soieitos, esta mais o pᵉ João feª q̃ tem cuidado da Igreja da Madredepi e o p. P. mexia que corre co a fabrica da Igreja noua da Serã, e ha procurador do Collegᵒ. Vinha taobem pa ir uisitar ao Rei mas não podeser pollo q̃ logo cortarei, leuoa taobem o pᵉ co sigo o p. simão de Saa q̃ a todos nos deixou saudosos p q̃ fors aqui Rᵗᵒʳᵉ. e principiara a amizade co este Rei, esta missão de Bisnaga. Estaua o pᵉ. ao presente no porto de Baleacate sete legoas daqui pª a parte de norte, e alli co grᵈᵉˢ. encontros de inimigos gentios e mouros traladado principio aꝗlla residencia, ateꝗ finalmᵗᵉ achou o pᵉ. prˡ. q̃ couinha tirar lhe o pᵉ. p nao se fazer alli o frutu esperado, e pollas mᵗᵃˢ. iniurias feitas aos xpãos, e ao pᵉ. q̃ ultimamᵗᵉ retiuerão hum dia com preja e aos xpãos, e nunca lhe derao sustentacao mais q̃ ao principio e assim determino o pᵉ. puⁿ. não lhe dar pᵉ. nenhum ate satisfazerem as iniurias e comprirem as condicoes prometidas : e pode ser q̃ tãobem se lhes procure algun castigo, pꝗ são tão inimigos q̃ ia por duas ueses indo p está a nao Olandeza alli a querião receber e os cometião pª. desembarcarem e os meterem co o Rei ; mas aretiarãose q̃ daqui lhe impedissem, e taobem en Velur co o Rei negoceamos ollas p q̃ p nenhum caso lhe consentissem o sairem em terra. fi se entao a nao a Mucule patao e alli deixou seus feitores e se partio pª as partes de malaqua, na moncao en q̃ daqui forao em Setembro os nauios pª pegu e malaqua, queira Ds q̃ lhe não fosse algum cair nas nos.
v1.c35.s12.4
Agora fuimos aqui pª cedo uoltar para terra adentro, Pᵉ. An. rubino pᵉ. Chamdregui, q̃ he hu Pᵉ. de mᵗᵒ. ser exçellente mathematico e theologo mᵗᵒ. bo pregador mᵗᵒ. uirtuozo...eu he dir pª. Velur, onde este anno o Rei tornou a por sua Corte, e
(eu) fui tambẽ là por ordẽ q̃ pª isto tinha, e ( ) q̃ o Rei nos deu dentro da lª. çerca de fortaleza hu casa e Igreja e aruorei a Sa + Sobre a porta, he isto nu(a formo)sa rua que uai de norte a Sul entestar co as paredes do paço. onde a Igreja he uisitada de mᵗᵒˢ. parentes do Rei amigos e uezinhos nossos q̃ folgao de ouuir as cousas de Deus. Temos alli sinco xpãos ( ) dos onze q̃ auia em Chandregui. co elles me consolo no meo dos desgostos e offenças qual este anno a guerra q̃ o Rei teue co os portuguezes moradores desta terra : e a occasião foi q̃ ẽ iunho passado soçedeo matarẽ aqui os (gentios) de noite a hu portuguez honrado a qual sẽ ordo foi a buscar hua moça q̃ lhe tinha leuado de casa hu soldadẽ do adigar ou gorvernador gentio resistio o soldado, ac oderao de sua fortaleza outros mᵗᵒˢ. ẽ seu fauor, alançearão ao portugueze matarão. e ferirao hu seu cainhado. E isto ue a noua a cidᵉ amutinãose os homẽs, tratão de logo de noite dar na fortaleza, dis ẽos o capitão ate amanheçer en amanheçendo aiuntãose à do capitão, insistẽ ꝗ saião sobre elles, repugnão os velhos da cidᵉ. dãolhe os Pᵉˢ. conselho ꝗ sobrestejão ate auizar ao Rei ꝗ lhes ode dar satisfação. não estão de acorde a isto, pualecẽ os mançebos, saiẽ co o capitão ꝗ mande ( ), poese todos em armas, saiẽ fora da cidᵉ. queimão a pouoação e fortaleza dos gentios, sendo ia o seu adigar de noite acolhido tornãose a recolher a Cidᵉ. Vão as queixas do adigar a Rainha faz elle mil lastimas ao Rei, elle saie fora poe se ẽ sua corte ( )
v1.c35.s12.5
De. S. Thome 4. de nouembro de 606.
v1.c35.s12.6
BELCH.ᵒʳ COUTINHO.
XIV. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (St. Thome, November 4th, 1606)
v1.c35.s13.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. BELCHIOR COUTINHO TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s13.3
O Rei ai (ir) pera Velur co sua corte nos deu mᵗᵒˢ. bom Sitio dentro na prᵃ. cerca da fortaleza onde por nao ãdar como o anno atras mendigando por casas imprestadas fis casas, e Igreja e aruorey a S. + sobre a Porta na frontaira dua formosa Rua ꝗ uay dinante a Sul p' enestar co as paredes do Paço e asy a Igreja he uisitada de mᵗᵒˢ. do Rei, amigos, e uisinhos nossos e tẽmos ali sinco dãqles onsexpãos ꝗ tinhamos em Chandregui co os ꝗ me consolei no meio da perturbação ꝗ digo ꝗ o Diabo aleuãtou a occasião foi de hua brega que cá os Portuguezes tiuerão co os Gentios originada da morte de hu Portugues ao ꝗ de noite alancearão os Gentios, aqui fora da Cidade perto de sua fortaleza, e ueio a noua a Cidade amotinarão se os homẽs querião ir de noite dar na fortalesa detuue os o capitão ate o dia seguinte en amanhecido puserãose een armas forãose a porta do Capitão e preualecerão mais os conselhos dos mãcebos ꝗ dos Pᵉˢ. e ancioes de Cid mandou o Capitão tocar o sino sairão todos queimarão a pouoação e fortaleza dos Gentios mandou logo o dtto lugar o seu gouernador suas olas ou Cartas ao Rei mui falsas e a Rainha a qual por nossos peccados tè agora o Senhorio desta tr. ella sobre isto fes mil lastimas ao Rei i o qual saio fora pos se e sua Corte lerão se estas cartas, não quiso o Rei ouuir a do Pᵉ Rᵈᵒ. ꝗ hia ẽ defesa da Cidade ficou tão embrauecido ꝗ de cordeiro ꝗ era na condicão ficou feito hu leão dizendo mil roncas ꝗ auia asolar e destruir esta trᵃ. nomeou capitaes pᵃ. este effeito disse ꝗ não queria mais amisade co Pᵉ. nẽ Portugueses, nẽ ter Pᵉˢ. em seu reino e ꝗ auia de chamar os Olandezes etti. De modo ꝗ disserão os seus ꝗ nuca o uirão tão agastado ẽ toda sua uida como neste caso, e assi nẽ quis falar co nosco nẽ ler nossas cartas, nẽ deste Pouo, nẽ ouuir nhenuas resoes da parte dos Portugueses posto ꝗ nosso respeito ate agora desistio de mãdar exercito sebre esta trᵃ. ja se trata de concerto quererà Ds. ꝗ seia como for pᵃ. seu diuino seruiço. Co a uinda do P. Prouᵃ. nos aiutamos aqui co a occasião de uer ao Pᵉ. como pᵃ. co nossa ausẽsa pᵃ. algu tpo significaremos ao Rei ꝗᵗᵒ se sentio o ꝗ fes ao padre Nicolao Leuãto Reitor ꝗ então era em não querer ouuilo por espaço de dous meses ꝗ ali esteue nẽ tomar o presente ꝗ leuaua ẽ nome desta trᵃ., se fora pollo Rei ia isto estiuera asabado mas he tão sogeito a negra Rainha, a ꝗle tudo gouerna, ꝗ por lhe não dar disgosto quebrara co todo o mudo, e ella quis ꝗ não teuessemos entrada ao Rei como dãtes ate cá de S. Thome lhe não darẽ os intereses de drᵒ. e presentes ꝗ ella espera em satisfacão do ꝗ fizerão. O Pᵉ. Prouincial escreueo ( ) ao Rei dandolhe disculpa de o não ir este anno uisitar, e fis bem o Pᵉ. Prouincial em não hir ꝗ se ariscaua a não lhe falar. tambẽ o Pᵉ. Nicolao Leuãto lhe escreueo de como esta aqui hu Caualo ꝗ o Arcebpo. Gouernador mãda ꝗ leue o Pᵉ. a S. A. e como, quer ꝗ o Irmão desta Rainha ha te ia pedido ao Rei este Caualo pᵃ. (si) fes co elle ꝗ escreuesse ao P. Prouᵃ. e a o P. Leuãto ꝗ fosse co o Caualo, e assi iá escreueo duas Cartas sobre isto deixou o Pᵉ. Prouᵃ. ordẽ ꝗ fosee o Pᵉ. como ca a trᵈ. se concertasse co o Rei. Quererà Ds. ꝗ seia luogo, e ẽtretãto temos pessoas de recado em velur e Chandrigui, pᵃ. onde ha de ir o Pᵉ. Antᵒ. Rubino empᵃ. velur, e se o Rei tornar a comunicacão ꝗ dãte tinha co nosco irá tambẽ o Irmão Berthalameu fuente buena pague N. Sr. a charidade de mandar pᵃ. ca a taes sogeitos o Pᵉ. Rubino tão excellente mathematico e theologo, e o Irmão tao excellente Pintor ambos cheos de mᵗᵃˢ. uertudes e perfeicoes, as mais cousas, deixo & ꝗ da Carta annua terá V. P. noticia de todas, e assy acabo pedindo a benção de V. P. naqual e nos sᵃ. Sacrificios de V. P. peço ser encomendado. De S. Thome 4. de nouembro de 606.
v1.c35.s13.4
BELCHᵒʳ. COUTNHO.
XV. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr. Claudio Aquaviva (Vellore, November 5th, 1607)
v1.c35.s14.1
AN EXTRACT OF A LETTER OF Fr. BELCHIOR COUTINHO TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s14.3
Passandas as festas de Natal e JESVS, nos tornamos pª. a missão, o Pᵉ. Anᵗᵒ. Rubino pera a de Chandegri; e o irmão Berthalemeo fonte bona e eu para esta de Velur onde agora este Rei tẽ Sua Corte.....(Fr. Coutinho relates here the different signs of the royal friendship as they are already related in the preceding letters.) Agora faz 2. annos escreueo El Rei a V. P. nestas naos esperamos a reposta pª. lhe ãpsentar, pode ser q̃ a traga o Pᵉ. Prouincial q̃ detremina passar en o fevereiro,........
v1.c35.s14.4
De Velur 5. de nouembro de 607.
v1.c35.s14.5
Minimo e xto. de V. P. BELCHᵒʳ. COUTINHO.
XVI. A Letter of Bro. Bartolomeo Fontebona to Fr. Claudio Aquaviva (Vellore, November 7th 1607)
v1.c35.s15.1
A LETTER OF Bro. BARTOLOMEO FONTEBONA TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s15.3
Pax xpi
v1.c35.s15.4
Não quis deixar de dar nouas de minha saude a V. P. e como estamos nesta Corte com mª. minha consolação vendo este Rei q̃ nos mostra tanto amor q.ᵗᵒ se pode desejar. Não mando a V. P. nouas desta Residencia pq̃ o pᵉ Belcᵒʳ. Coutᵒ. com o qual estou juntamente scube q̃ tinha escrito na Carta anoa tudo meudamᵗᵉ como V. P. vera, eu me ocupo cada dia pintando algua couza diante do mesmo Rei o qual gosta tanto de uer que não pode ser mais, e tenho lhe feᵗᵒ. alguãs imagẽs hu painel dua nossa Senra donde sobre a mesma Imagẽ passarãosse mᵗᵃˢ praticas Como o pᵉ Belcᵒʳ. Coutᵒ tera escrito, e fasendo mᵗᵒ oferecimᵗᵒˢ. de dadiuas não quisemos nunca aceitar nada pq̃ o pᵉ proul nas proibio que não tomassemos drᵒ. donde ficou tão espantado disendo pubricamente diante de todos os grandes que hu oficial tam grande que nuca lhe pedimos nada mas disse depois pubricamente que me queria faser homrras, e dise que Mandou faser hu par de manilhas douro Com pedrarias pª me dar, e cuido que me dara no fim dua lamina q̃ actualmente estou fasendo em sua presença, e tambẽ lhe tenho fᵗᵒ alguãs laminas pequenas mᵗᵉ bꝏm acabadasem particular hua du Saluador, e outra dua N. Snora o qual estimou mᵗᵉ e disemme q̃ o tem mᵗᵉ bem guardada, e cada dia esta olhando por ellas mᵗᵉ tempo. aquelle mesmo Sor, e Snora lhe queira abrir os olhos do coração pᵃ que lo adore, e lo reuerẽcie Como o merecẽ. diserãome como este anno vinha hu Irmão pintor mᵗᵉ bom eu folguei mᵗᵉ porque veyo a mᵗᵉ bom tempo pᵃ acabar a casa professa de goa q̃ eu tinha comecada, e acabada a quarta parte e se se acabar sera hua das fermosas Igrejas que se poça ver. as cousas da india uão sempre pior em pior, e não faltão perseguicoes mᵗᵉ grande Deos seja aquelle que ponha a mão nas suas obras porque os homẽs do mundo parece que la querẽ mais apaguar q̃ manter. Encomendo mᵗᵉ a V. P. o meu Irmão e que lhe faça faser algu lauor porque sei q la de faser tam bem quanto qualquer outro q esteja em Roma. não serei mais comprido encomẽdado me mᵗᵉ a V. P. e nos seus sanctos sacrifᵒˢ e deuotas oracoes mᵗᵉ me encomedo Etc de Velur oss sete de Nouenbro 1607.
v1.c35.s15.5
fᵒ e seruo em xpo de V. P.
v1.c35.s15.6
I BERTALOMEO FONTE BONA.
XVII. A Letter of Fr. Antonio Rubino to Fr. Claudio Aquaviva (Chandragiri, November 8th, 1607)
v1.c35.s16.1
A LETTER OF Fr. ANTONIO RUBINO TO Fr. CLAUDIO AQUAVIVA
v1.c35.s16.3
Mᵗᵒ. Rᵈᵒ. in Chro Prẽ nro
v1.c35.s16.4
Pax Chro.
v1.c35.s16.5
L' ano passato scrissi à V. P., e li diedi noua di esta missione dil regno di Bisnagá nella quale mi ritrouo p ordine di V. P. com molta consolatᵉ. dell' anima mia, sperãdo nel Signore di finire i miei pochi ani, che mi restano di uita in qsta missione, s' i miei molti peccati no me i' impedirano. Doppo che sto in qsto Chãdregui, che sono gia. 10. mesi, battelai quatro, il primo de quali è um figliuolo di 12 ani, il qual' ha prese tat' odio a quest' Idoli, che fa ( ) e confonde tutti qsti letterati, e mi dà moltissᵃ cosola. A detto sto catechizando. 8. p batteiarli questo natale col fiume diuino, e cosi andaremo facẽdo a poco à poco quello che po. tremo, aiutati della diuina gratia. e spero che doppo i pochi, uerrano molti. Jome ne sto solo in qsto Chãdregu Il P. Belchor Coutigno e il frllo Pittore Bartholomeo fontebona, se ne stãno in Vellur doue al presente stà il Re, se bene jia di camino p qsto Chãdregui. faciamo quello, che potiamo p dilattare nra sãta fede, sed janua clausa est, et é necessª.molta gratia di Dio p poterl' aperire, il nosrro officio sarà bettere, e no cessare di battere insin' a todo isto s' apra; ma poco ualerà il nostro battere esteriore, se Dio Benedetto no batte interiormẽte co le sue diuine inpsirati, como speriamo nella sua diuina misericordia, che farà. Jo he fatto un mappa molto grãde in lingua badagà co una longua dichiaratª. nella stessa loro lingua dittª. le parti, prouicie, regni, e città principali di ttº. il mudo e lo diede al Re, il quale resto stupito. feci ãche un breue tratato del numero, monumẽti, distãze, e grossezze de cieli. e lo diedi pur anche all' istesso Re, il quale lo uolse udir' a legere co molta attetª. in presẽza di tti. i suoi letterati, i quali restorono co la bocca aperta uedẽdo la grãde differẽza che n'è tra la nra dottrina, e la loro, e la uerità della nra, e la falsità de la loro. e cosi pian piano andaremo facẽdo uarie cose co la gratia diuina p alletarli piu in isto modo alle cose di nra sãta fede. Piaccia al Signore illuminarli gl'intelletti accio che si saluino, tutti No m' occurre pa detto, se no dimãdar humilª la sua sãta benedittª. Di Chãdregui città del regno di. Bisnaga alli 8. di nouẽbro 1607.
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D. VP Indignissº. figlio in Chro ANTº. RUBINO.
XVIII. An Extract of a Letter of Fr. Belchior Coutinho to Fr, Joao Alvarez
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(Vellore, November 11th, 1607.)
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Causarão mᵗᵉ. sentimᵗᵉ. as nouas q o anno passado escreuimos das dezauenças q ouue antre este Rei e a cidᵉ de são Thome, da paixão q tomāra polla queima de sua fortaleza, e pollo conseguinte de nossa estada na mesma trª. ate auer comodid. pera tornarmos esta. Mudouse esta tempestade em bonãca, pᵠ depois q souebemos estar aplacado segundo nostra em mandar hu nouo adigar e gouernador a São Thome, tirando dali aquelle q com a morte do portugues fora causa das inquietacoes passadas, viemos emtão p cà em Janeiro o Irmão Bertolameu fontebona e eu, entre as mais cousas que demos de presente al Rei, asertou de uir hua Bacia de bollo de doce q tinha Ido ao Colegº na festa de JESV, hera obra engenhosa hu pilicano, e os fºs. entao lhe disse eu na lingoa que ate antão os moradores de São Thome estauão como mortos por não terẽ por si a graça de S.A. Depois q̃ Como pai mostrara do peito ( ) q̃ lhes, tornarão Como fºs. a uiuer a semelhança dequella aue eti. festejou isto p̃q̃ são homẽs de Comparacoes. Apresentei o Irmão disendolhe como vieia de longe mandado por N. P. gerão p̃ pintar a uista de S. A. estimou isto mᵗᵒ. pedio logo ao Irmão q̃ lhe mostrasse algua Cousa de sua mão, não tinha por emtão mais q̃ os 2 retratos de nossos BB. PP. quando el Rei os uios, ficou pasmado, não pode crer q̃ o Irmão os fizera, a que lhe eu disse ser testemunho : perguntou se a sua uista poderia faser outros Como aquelles : respondeo que sim posse ẽ efeito. nu painel grande por sua ordẽ os foi debuxando gostando o Rei de uer a ligereza com que o Irmão o fasia quando foi a pintura em obra de hora e mᵗ. Repatou o Rosto do B. P. Ignacio, ficou pasmado el Rei e indose pa dentro lhe mandou logo hu Rico pano dourado ao modo de suas honrras custumadas. foi cotinuãdo com a pintura, e com esta ocasião lhe fomos disendo as principãis cousas e maraiulhas, e uirtudes do B. P. ignacio i do B. P. frˢ os quais folgaua mᵗᵒ. de ouuir e ficara os sus conhecidos nesta Corte este dous Sᵗˢ., queirão ser intersessores p̃. sua conuersão fez tambe o seu retratoe com ser elle e si mᵗᵒ graue todauia pera este efeito se mudou do seu lugar e pos no q̃ hera mais conforme p o irmão o ir Retratando—Depois tambẽ a sua uista, e peticão fes hu painel de Virgẽ N. Senora com seu Diuino fᵗᵒ. nos peitos e da outra parte o sᵗᵒ. menino Bapᵗ. e detras o sᵗᵒ. Josept conforme a estampa q̃ tinha uista, ficou o painel perfeitissᵒ e esta posto nu alto de fronte do lugar onde cada dia el Rei fala com os seus, ou le com os bramenes letrados, os quais lhe quisera diser que p̃ que era estar ali aquelle painel fᵗᵒ. pollos xpãos. eti. a o q̃ Respondeo o Rei, esta alcatifa em que eu estou asentado, e uos tambem, não ueola das trˢ. delles pois porque se estamos nela não pode estar ali aquelle painel ; esse veludo de uos tendes na Cabeca essa Culaya q̃ he a seu modo Galteiras não ueo tambe de sua trª, ? mᵗᵒˢ. outros passos ouue semelhantes em que mostrou o amor q̃ nos tem. Como foi hu em que estando falando com o Se tatachare q̃ emtre elles he como Sumo Sacerdote diante de quem o Rei estira por trª. postoque que he indigno Deste officio por seus vicios. foi o Re. louuando os pˢ. de serẽ Saniaces; religiosos e castos a o que o tatachare como ministro do Diabo Respondeo se os pˢ. são Religiosos porque resão comẽ carne? ainda q̃ comẽ carne, disse o Rei, todauia são castos, e não tem molheres. Resposta que se a elle quisesem tomar por si, lhe quadraua
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mᵗᵒ. bem, porque tem mᵗᵃˢ em caza; e he daquelles que engoliao o camello em xotando os mosquitos—outro dia se oferesceo larga pratica de cousas de Ds q̃ el Rei foi ouuindo mᵗᵒ. de uagar os 10. Mandamᵗᵒˢ. e a explicação delles, disendo o noso lingoa tratando do pʳᵉ. Como so auia hu Ds verdʳᵒ.; e todos os mais herão Diabos, calouse El Rei nada Disse. porẽ os bramenes lhe dizião p. que era ouuir isto? ao que Respondeo que hera couza boa e era bem ouuila—tambem se alegrou mᵗᵒ. de uer os liuros de Imagẽs q̃ o Irmão lhe mostrou specialmᵗᵉ.o do pʳ nadal uendo huã ẽ huã todas as folhas perguntando meudamᵗᵉ. o q̃ hera, e folgando de ouuir tão altos mistʳᵒˢ. e pque o seu mestre bramene quis embicar nos da paixão sendo hu daquelles a q̃ S, Paulo dizia que parecia stultitia o nosso lingoa o foi conuencendo com histʳᵒˢ. de seus falsos tão indignos de Diuinidᵉ. e lhe declaramos como aquele era extremo de amor o que Deus humanado chegou por nas saluar. E Rei ouuuia tudo e calauasse, não se tomado de ouuir falar mal de seos idolhos e pagodes. Deus os alumie e todos p que se saluẽ—a o presente a sua petição lhe uai o Irmão pintando em laminas. E são infinitos os louuores q̃ tem deto do Irmão.—Deixo outras couzas e cazos particulares que aqui acontecerão, porque por extenso o puzemos nos apontamentos q̃ aqui forão p carta annua—Em Chandrigri esta o pʳ. Antᵒ. Rubino fazendo mᵗᵒ. seruico a Deos, o Pʳ. e o Irmão ca Ambos mᵗᵒ. uirtuosos continuamᵗᵉ. em fundẽ tem o pʳ. Baptizado algus e uay seguindo o selho e feruor do bom pʳ. Frᶜᵒ. Ricio q̃ Deos tẽ Ca ueo o pʳ Antonio Rubino e uisitar a El Rei dandolhe de presente hu mapa escrito em letras Badegas e ali huã descripção por extenso dos Reinos principaes, e dos 4 elementos, e dos doze Ceos q̃ folgou mᵗᵒ. de ouuir ler, e preguntou mᵗᵃˢ. couzas curiosas de mathematica o que o Pʳ Respondeo excelentemᵗᵉ., Estes dias teria o pʳ. que fazer com o cometa q̃ apareceo ẽ outubro p aparte do ponente mouendose ad motum primi mobilis, aja Deos misericordia de nos, e deste Reino q̃ esta perdendo da uida del Rei ja mᵗᵉ velho, e con mᵗᵒˢ sobrinhos q̃ pretendẽ soceder...
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De Velur 11. de nouembro de 607. De. V. R. indigno em Christo filho.
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BELCHʳᵒ. COUTINHO.
XIX. A Letter of Bro. Bartolomeo Fontebona to Fr. Joao Alvares
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(Velore, November 11, 1607).
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Pax xpi.
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Queria escreuer a V R alguas nouas deste Rey de bisnaga mas como sube que o pᵉ Belcᵒʳ Coutᵒ. tinha escrito a V R, e dado relação de tudo não tocarei nisto senão dando nouas demim, e de minha saude A Deos louuores, estou ao presente neste Velur jontamente com o pᵉ Belchior Coutᵒ. ocupandome em pintar alguãs cousas cada dia no paço diante do Rei oqual mostra tanto gosto em uer me pintar qᵗᵒ. ꝗ eu tenho desejo de lhe dar gosto porque he hu Sor de grande respeito, prudencia, intendimento Como qualquer eoropeo, E mostranos tanto amor que he espanto. Muito curioso de praticar de nossas cousas, e imparticular de Nossa sancta fé Como V R sabera nas carta anoas ꝗ o pᵉ la mãda Desta Residencia, e Nos tem tanto amor, e respeito, e nos homrra que os seus vassalhos espantão, Como foi em particular hu dia estando eu doente soubi ꝗ o Rei auia de sair fora do paço fui a uisitar antes ꝗ saisse, e saido pera fora me opresentei diante dandolhe de minha mão hu vidrianto Cheyo de Agoa Rosada parou, e tomou o vidro na mão & começou a praticar Comigo disendo Como eu estaua mᵗᵒ. magro e amarilho e ou nas palauras mostrando sentimento de minha doença. O dia segumte indo correguandome mais a doença fuime necᵒ. ir pᵃ São Thome pᵃ me curar aonde estiue quasi dous meses, e a doença hera do fasti(go) mᵗᵒ. grande Sobindo o Rei que eu não mi- lhoraua nada mandoume hu regimento como me auia de curar, e soubimos tambẽ ꝗ uiyo por uia da Rainha. Depois de sanar tornei pᵃ este Velur comecei a pintar hu painei duã N. Snora donde sobre a mesma Imagẽ pasarãose mᵗᵃˢ. praticas Como o pᵉ. Bhᵒʳ Coutᵒ. tera escrito, e fasendome mᵗᵒˢ. ofere- cimᵗᵒˢ. de dadiuas mas como o proul nos proibio ꝗ não tomas- semos drᵒ. nao quisemos aceitar, donde ficou tam espantado que pubricamᵗᵉ disia parate os seus graᵈᵉˢ. ꝗ nunca lhe pedimos nada e sindo ꝗ esta gente he tam inclinado a pedir ꝗ he cousa pasmosa. tambem tenho feito ao Rei alguãs pinturas em laminas em particular du Saluadr : e N. Snora que tinho fᵗᵒ. pᵃ mim pᵃ dar algum padre leuamos lhe a mostrar folgou mᵗᵒ. de uer e leuou pᵃ dentro a mostrar a Rainha, e nunca mas tornou, soubemos depois ꝗ o tinha guardado num Caixão. donde tem as suas joyas mᵗᵒ bem cubertas e cada dia o tiraua fora olhando mᵗᵒ tempo por ellas queira aquelle mesmo Snor e Senora que tudo pode, abirlhe os olhos do coração pᵃ que lho reuerencie e adore como o merecẽ. a o presente disem q̃ o Rei fas faser Duas manilhas douro com pedrerias pᵃ me dar q̃ he aos seus modos faser grande honrras dar manilhas, joyas Culares o outras cousas semelhantes. estou agora fasendolhe outra lamina diante delle que me pidio q̃ lhe fisesse porque me queria uer pintar cousas pequenas, por isto peço a V R q̃ me mande algum pinceis daquelles pequeninos q̃ sejão mᵗᵒ bos. Diserãome q̃ uinha hu irmão pintor framẽgo mᵗᵒ bom com oqual folguei porque hira acabando a Igreja Noua de Caza professa q̃ eu tinha comecada que si se acabar a de ser hua das bellas Igrejas q se poça uer mas duuido que se acabara tam depressa por que a obra he tão grande que não podera acabar hu so em quinza anos. não mos faltão enfadᵒ mᵗᵒˢ. e perseseguicoes. Deos seja aquelle que ponha a mão na sua obra porque os homẽs do mudo parece que la querẽ mais apagar q̃ manter não me estenderei mais Nisto porque o sabera mais meudamᵗᵉ. Encomẽdo mᵗᵒ a VR o meu Irmão, e o ajude fazerlhe dar algua obra boa pᵠ sei q̃ o sabera fazer perfeitamᵗᵉ como qquer outros. não se ofrece mais Destas partes. Rogo mᵗᵒ a VR. que me encomende a o pᵉ Joseph de fano, e a todos os pᵉ e Irmãos e emparticular a o Irmão Juliano pasagnano a la su deuota oraciom. nōs sanctos sacrifᵒˢ, e deuotas oracoes de De V R mᵗᵒ me encomẽdo. de Velur aos onse de Nouẽbro de 1607.
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